O recente acidente em Santa Teresinha, na Bahia, gerou polêmica com relação à compreensão do que realmente ocorreu; uma COMISSÃO TÉCNICA, para ouvir todos os relatos possíveis e apresentar uma explicação, que até poderia incluir alternativas de interpretação, qualificaria e muito o voo livre, seria o tratamento responsável adequado neste e na maioria dos acidentes que ocorrem nas rampas brasileiras.
Não sei porque as COMISSÕES TÉCNICAS perderam a força e se desfizeram, não sei porque os pilotos deixaram isto acontecer, esse seria um ponto para analisar antes de propormos a formação de COMISSÕES TÉCNICAS, é parte da história do voo livre. Provavelmente vão aparecer os órgão oficiais neste assunto, mas não podemos depender das iniciativas oficias, devemos construir o que é bom para o voo livre por nós mesmos, para depois não sermos atropelados por deliberações absurdas.
Fica a proposta, para ser avaliada, com relação a criação de COMISSÕES TÉCNICAS em todos os sítios de voo.
A condição climática está dificultando muito o voo livre por aqui, e foi devidamente anunciado, quando em dezembro passado os meteorologistas divulgaram que o El Niño estenderia seus efeitos até maio de 2010. Muita chuva, com inundações e deslizamentos de encostas de morros em vários locais, muitas mortes, e a defesa civil despreparada para minimizar prejuízos e salvar vidas.
No voo livre podemos constatar a redução da possibilidade de voarmos analisando a realização das provas nos campeonatos promovidos nos últimos meses. Entre fevereiro e abril de 2010 os campeonatos de âmbito regional, nacional e internacional tiveram um aproveitamento de apenas 29% das provas possíveis, portanto 2/3 das provas não foram realizadas ou validadas.
No campeonato gaucho este índice é ainda menor: 17%, onde uma prova validou, em outra não foi completada a distância mínima, e quatro canceladas por causa do mau tempo.

No ano passado o aproveitamento no campeonato gaucho foi de 56,25%, onde em três etapas tivemos seis provas, 100%, em outras três etapas 50% das provas validadas, e em duas etapas nenhuma prova realizada por causa das chuvas. Se considerarmos o ano de 2009 depois do inverno, no RS, em cinco etapas tivemos um aproveitamento de 50%, e em outubro provavelmente o El Niño já estava se manifestando, pois duas etapas não tiveram provas realizadas.

Fica a constatação de que fenômenos climáticos conhecidos tem seus efeitos previsíveis, e que o voo livre pode se valer deste conhecimento para maximizar seu rendimento e aproveitamento, especialmente na realização de eventos e competições.

ÁREA RESTRITA é o espaço aéreo de dimensões definidas, em que o vôo só poderá ser realizado sob condições preestabelecidas. No caso do voo livre as SBR restringem o uso do espaço aéreo para as asas voadoras, e em geral limitam este espaço em até 3000 ou 5000 pés de altitude. Sapiranga tem a SBR 523 delimitada para o voo livre, no Ninho das Águias a SBR 529, e para o Morro do Diabo a SBR 581.

Ver antecipadamente, é possível?
A humanidade desenvolveu conhecimento e tecnologia para levar os sentidos do homem onde ele não pode ir.
A visão pode ser perpetuada através de uma simples máquina fotográfica. As câmeras eletrônicas miniaturizadas são levadas ao interior dos nossos corpos para examinar as condições do organismo. Esta tecnologia pode estar a bordo de um avião sem tripulantes para coletar imagens espiãs. As câmeras viajaram em foguetes para serem posicionadas junto aos satélites na órbita da terra e assim vigiar nosso planeta. Radares podem detectar massas de água no interior das nuvens pela reflexão de ondas magnéticas previamente emitidas.
Tragédias não estão sendo evitadas. Falta tecnologia? Falta planejamento? Falta vontade política?
Falta decisão na hora certa, competência.
Lastimamos pelas vítimas das catástrofes que a nutureza tem produzido, com deslizamentos de encostas de morros, terremotos e maremotos, inundações, muitas destas anunciadas previamente, pré-vistas.
A meteorologia não tem colaborado com todo o potencial que já tem para nos ajudar a poupar vidas, esforços na produção agrícola, e em todas as atividades que dependem das condições climáticas. Muita informação atualmente está disponível, mas será que esta informação tem sido devidamente aproveitada?
Pré-ver não é impossível, é preciso acreditar que podemos e temos recursos para prever, planejar e decidir acertadamente.
Este é um conceito que esperamos sempre exista na administração de entidades coletivas, sejam públicas ou privadas. Para acompanhar o andamento de um projeto precisamos de dados para avaliação e análise, durante todo o processo. Com base nos relatos que os participantes diariamente enviam sobre o que ocorre nos campeonatos de paraglider podemos avaliar, por exemplo, como se manifesta a condição climática com relação às previsões feitas pelos diversos fornecedores destas previsões. É uma forma eficiente de avaliar quanto temos de acerto.Outro ponto importante na transparência dos campeonatos é a disponibilização dos track logs dos voos realizados, neste aspecto temos dois bons exemplos com a divulgação feita pelo PWC em http://www.paraglidingworldcup.org/event/2009/brazil, e pelo XC Guia de Voo na primeira etapa do Sulbrasileiro de Paraglider de 2010 em http://xc.guiadevoo.com/Competicoes/Evento.aspx?EVE_ID=160&T=SUL_BRASILEIRO_DE_PARAPENTE_2010; uma grande oportunidade para confrontar os voos na busca de reconhecer estratégias e habilidades, especialmente para quem vivenciou as provas.Certamente muitos pilotos acompanham de longe e com entusiasmo as provas e o andamento de campeonatos, sempre aguardando informações repassadas pelos organizadores e pelos pilotos. A dimensão do evento é ampliada por esta participação à distância, e mesmo tempos depois, quando temos dados publicados para rever cada prova realizada.Neste PWC de 2010, em Poços de Caldas, a espectativa está, mais uma vez, na performance das velas, com destaque para os glider de duas linhas. A semana de provas pode ser acompanhada em diversos sites:http://www.hipoxia.com.br/pwc2010relato dos pilotos:http://xc.guiadevoo.com/blogs/Claytin_fly.aspxhttp://bigodenoar.blogspot.com/http://tonynegreiros.blogspot.com/Para avaliar a previsão e a possiblidade de realização das provas veja:http://www.windguru.cz/pt/index.php?vs=1&sc=238039
assim voa a humanidade 1 - descobri como sabem que a temperatura do oceano está mais alta:através das imagens de satélite por infra-vermelho, veja em site da NASA:
http://wwwghcc.msfc.nasa.gov/GOES/satellitedescription.htmle também em http://weather.msfc.nasa.gov/irgrp/lst_goes.html
2 - veja imagens do satélite GOES emhttp://weather.msfc.nasa.gov/GOES/3 - veja que incrível as imagens do vapor de água se deslocando no planeta
http://weather.msfc.nasa.gov/GOES/globalwv.html4 - veja mais sobre o Infrared Measurements Group em:http://weather.msfc.nasa.gov/irgrp/
e tb sobre o Marshall Space Flight Center Earth Science Office
http://weather.msfc.nasa.gov/
assim voa a humanidade O artigo CUIDADO, CUMULONIMBUS NA ÁREA!, divulgado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica esclarece de forma clara e sucinta, descrevendo o que ocasiona e como se desenvolve um CB, e quais os tipos de ocorrência. Alguns conceitos importantes para o voo livre também são definidos, como a questão da instabilidade, pois é aí que sempre queremos estar para subir numa termal. O link para o artigo:
http://www.redemet.aer.mil.br/Artigos/cumulonimbus.pdf

A tabela acima mostra o peso dos paragliders para os tamanhos correspondentes ao M e L das diversas marcas, e os modelos com LTF 2 e 2-3.
Organizei estes dados obtidos das tabelas com dados técnicos nos sites dos fabricantes, com o objetivo de comparar e avaliar o que acontece com os diversos modelos de paragliders.
Voando inicialmente velas feitas com materiais mais pesados e depois as velas mais leves, percebi que as infladas são bem mais fáceis com os gliders mais leves, e imagino que depois de uma fechada lateral ou front os gliders mais leves sejam mais rápidos para reinflarem, pois oferecem menos resistência às pressões internas.
Penso que um bom momento para comparar a performance das velas quanto ao seu peso seja nas situações com pouco vento para as decolagens, onde em geral os materiais mais pesados oferecem mais dificuldade nas infladas.
Fica a questão do peso das velas como sugestão para buscarmos um maior conhecimento sobre a performance dos paragliders que estão voando por aí.
sobre acidentes fatais temos muitas opiniões, indignações, lástimas, sentimentos de fragilidade aguçados...
e por aí vai...
mas falta COMPROMETIMENTO, e isto é responsabilidade de todos
para mim, a melhor forma de mostrar comprometimento com a avaliação das falhas cometidas seria através de COMISSÕES TÉCNICAS em todas as instâncias:
clubes, locais de voo, federações estaduais, instâncias nacionais
sei que já foram elaborados modelos de relátórios para serem preenchidos em caso de acidentes, mas nunca vi um destes preenchido
provas de campeonatos deveriam ter relatórios assinados por uma comissão técnica, para apontar acertos e falhas em cada prova, isto ajudaria nas provas seguintes a serem desenhadas naqueles locais, mesmo em anos posteriores
o avanço de conhecimento se obtém no tempo, na soma de fatos, e os relatos servem para registrar este conhecimento
um novato poderia antes de decolar de uma rampa que ele não conhece ter acesso a uma série de informações sobre esta rampa, como dificuldades, cuidados, acidentes e incidentes ocorridos
o site Guia 4 Ventos tem a informação sobre as rampas, incluindo o grau de dificuldade para o voo em cada local, mas estas informações deveriam ser constantemente reavaliadas por comissões técnicas especialmente designadas para isto
enquanto pensarem que ler listas de voo é suficiente, não estarão dispondo nenhum minuto de seu tempo para contribuir na melhoria do voo livre no Brasil
do alto da sabedoria de muitos poderíamos ter algo bem mais eficiente e que contribuísse para que o voo livre no Brasil fosse muito mais eficiente e seguro, é necessário dedicar algum tempo disponível para organizar e reunir os conteúdos que promovam este esporte, pois os esforços isolados ainda não são suficientes
e voar tembém icluí a reflexão sobre o voo, antes e especialmente depois do voo
Muitos procuram a sensação de liberdade em atividades com movimentos ou em locais amplos, como a água ou o ar. Velocidade e altitude também estão associadas à idéia de liberdade.O voo livre é livre por não depender de propulsão mecânica. A bordo de nossos paragliders estamos livres para descobrirmos locais de sustentação, seja no lift ou em termais, alguns escolhem o prego. Dependemos de ar ascendente para nos sustentar, e estamos determinados pelas forças da gravidade. Os nossos aparelhos sofrem colapsos quando mais precisamos deles, e é aí que nos agarramos como gatos se agarram ao ar enquanto caem depois de saltar de uma árvore.A gravidade nos aprisiona o tempo inteiro, são raros os momentos em que não sentimos esta força nos puxando para baixo, e muitos preferem capacetes abertos pois acham que os integrais restringem esta sensação de liberdade, mesmo que assim possam estar mais sujeitos a lesões em caso de acidentes.O voo é livre, mas nem sempre estamos livres para pensar. Muitos reproduzem aquilo que seus pais acreditavam, e não cogitam emitir opinião difenrente daquela dominante no grupo onde estão inseridos. Pensar diferente, exercer a liberdade de opinião, é um momento difícil de vivenciar, pode até dar frio na barriga, pois certamente estaremos expostos ao confronto.Se somos capazes de tanto esforço para superar a gravidade, nem que seja por um breve momento, porque não seria possível por outro breve momento olharmos algo com outros olhos, na busca de uma nova compreensão do mundo, e assim contribuirmos para o avanço da Humanidade."Há hora para tudo, inclusive para mudar de idéia, por isto muitos homens podem se sentir livres".Escrevi esta frase na conclusão de outros argumentos, mas gostaria de deixar registrada uma idéia que pode ser válida em muitos momentos, especialmente quando voamos livres.